Me sentei na mesa, do lado da Lorenn e do Christopher. Enquanto meu irmão sentou ao lado de Lorenn.
Logo que chegou a comida, todos começaram a falar entre si, e é claro que Lorenn não parava de falar com o meu irmão, e pela cara dele, ele estava entretido com aquilo. Foi ai que Christopher, começou a conversar comigo bem baixo, acho que ninguém perto poderia escutá-lo...
-Rachelzinha?
-Oi?
-Estava com muitas saudades tuas, eu comprei uma coisa pra te dar, então, será que depois podemos ir lá fora? Só eu e você?
Foi ai que eu pirei, como assim, só eu e ele ?
Passei o jantar inteiro conversando com ele,e quando terminamos, eu pedi para Lorenn e Brendon irem escolhendo o filme e arrumando os colchões enquanto eu e o Chris esperávamos o Stefan lá fora.
Ele então abriu a porta pra mim, todo cavalheiro, eu sai e ele saiu logo atrás, então quando eu me virei, ele pegou na minha mão...
-Eu sei que você passou por muita coisa minha Rachel, sei que eu não estava aqui pra te abraçar bem forte e dizer que tudo vai passar, não estava aqui no momento que mais precisou , e eu sinto muito, quando eramos pequenos , eu te prometi que sempre iria estar do seu lado pra te proteger dos maus que existem, que eu nunca deixaria você chorar, e quem te magoasse, eu iria atrás, não importa quando tempo demorasse, mais eu não estava aqui, você enfrentou coisas que eu não aguentaria sozinho, você é mais forte
do que eu pensava, e mesmo tendo quebrado a nossa promessa você não me odeia, eu não entendo, você é a pessoa mais perfeita que eu já conheci, e mesmo sabendo que eu não tenho esse direito, eu queria saber se me perdoa e deixa eu ficar do seu lado, pra te proteger ?
lágrimas corriam pelo meu rosto, por um momento me senti como uma criança, precisando de proteção..
-Eu não sou tão forte assim Chris, e é bom te ter aqui de volta...
Corri para os braços do Christopher, e então ele me beijou, e mesmo que eu ainda não soubesse se era certo , eu deixei acontecer,no momento parecia uma coisa tão certa a ser feita, a verdade é que não importa o quanto eu finja ser forte, sem ter alguém do meu lado eu não consigo seguir em frente..
-Eu te amo Rachel, sempre te amei desde a primeira vez que te vi, e nunca existiu ou vai existir alguém que me faça sentir o que você me faz. Ah, e eu comprei isso pra você...
Ele me entregou um colar, com um pingente que brilhava com a luz do sol, era tão lindo...Então interrompendo os meus pensamentos,Stefan chega...
-Huuum, atrapalhei algo então ?
-Não Stefan, Rachel, não vai por o colar?
Então Chris foi colocar no meu pescoço..
-AAAAAAH
Aquilo me queimava e ardia, eu joguei ele longe, e cai no chão de joelhos muito fraca, tinha a sensação que iria desmaiar..Então, Stefan se ajoelhou me abraçou e falou bem baixinho..
-Você então é a filha perdida..
Eu olhei pra ele sem entender nada, ele estava com uma cara de espanto, o Chris também, então eu desmaiei, e quando eu acordei, estava no meu quarto, o Chris estava lá parado, me olhando sem saber o que dizer, então eu olhei bem pra ele, ele estava com uma cara de quem iria chorar...Então ainda meio fraca, eu o olhei e perguntei ..
-O que aconteceu Chris, porque você me deu algo que queima?Eu não estou entendendo nada...
-Ah, você acordou minha Rachel, eu não entendo, esse colar que eu te dei tem um Pentagrama e é feito de uns fios muito poderosos, para afastar o mau,não entendo porque a queimou, a unica explicação é se você for o mau , mas não isso não pode estar certo...
Minha cabeça estava muito confusa com tudo aquilo, e de repente Stefan aparece atrás do Chris e o golpeia pelas costas, Chris cai com tudo no chão, desmaiando, Stefan olha pra mim..
-Ele não vai lembrar de nada, vai ser melhor assim, agora nunca mais chegue perto do colar, e mais uma coisa guarde o que aconteceu em segredo. Te espero lá em baixo ...
Corri até o Chris, o que estava acontecendo, eu estava mais confusa do que nunca, porque aquilo estava acontecendo,quem eu era então,porque o colar queimou em mim e porque, Stefan bateu em Chris, ele sabia muito mais do que tinha falado, e a unica certeza que eu tinha é que ele não iria me contar ..
Arrastei Chris até a minha cama, e sem saber se eu estava fazendo o certo ou errado eu desci as escadas, Stefan estava rindo junto com o meu irmão, Lorenn estava brava, com o Stefan por ter roubado a atenção que ela estava recebendo do Breh, e bem eu sentei do lado dela...
-Vou matar esse Stefan, estava indo tudo tão bem, entre eu e o Breh, falando em casais, o que rolou entre você e o Chris, e onde ele ta?
No meu quarto desmaiado ...hmmm não..
-Não sei, não rolou nada..
- Não minta pra mim Rachel..
- Stefan? posso falar com você a sós ?
Ele então pegou no meu braço e me levou pro canto da sala, Lorenn aproveitou pra ir sentar do lado do Breh..
-Então Stefan, que merda foi aquela? O que aconteceu, porque queimou no meu pescoço, e porque bateu no meu Chris??
-huum, devia estar com defeito, e huum, eu te amo , por isso bati no Christopher...
Ele virou as costas e foi pra sala, não tinha nenhuma ligação o que ele tinha falado, eu não estava entendendo mais nada , mais tinha percebido que teria que descobrir sozinha..
Ah, quando eu estava quase desmaiando eu lembro dele ter dito algo sobre a filha perdida...E eu sabia exatamente aonde procurar, e era pra lá que eu estava indo...
Essência
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Capítlo 9
O sonho mais real que eu já tive ainda estava passando diante de meus olhos enquanto eu sentia a claridade entrando pelo meu quarto. Então aquelas "pessoas com túnicas pretas" ontem a noite eram todas parte de um sonho? Tudo bem, eu podia aceitar isso. Mas, e as vozes no parque? Essas não foram sonhos, se fossem eu ainda estaria na minha antiga casa. Algo ainda cheirava a macabro no ar."Hoje! Sim, hoje! Amelie chega hoje de Paris! Que felicidade!" Foi o que pensei quando decidi não pensar nas vozes do parque. Olhei para o relógio para ver que horas eram. Eu havia combinado de esperá-la no aeroporto as dez horas da manhã, enquanto John começava a arrumar o churrasco. Já eram nove horas. Eu demoro um século pra me arrumar e leva em torno de vinte minutos até chegar ao aeroporto. Ótimo!
Troquei de roupa correndo, peguei a primeira bolsa que vi pela frente, coloquei um par de meias, escova de cabelo e uma balinha de hortelã, peguei meus tênis na mão e desci para chamar minha mãe para me levar. Ela não estava no quarto.
-Mãe! Mãe! - Comecei a chamar desesperadamente enquanto descia mais escadas, sem me importar se iria acordar meu pai ou meus irmãos. No momento Amelie era o que importava.
-Estou na cozinha querida! Não grite, vai acordar toda a vizinhança. - Me respondeu em voz baixa.
-Mãe, temos que ir encontrar Amelie lembra? Vamos nos atrasar! Vamos, vamos! - Disse chamando-a para a garagem.
-Keithy, ela ligou faz uns quinze minutos, pediu desculpas por não ligar antes, e disse que os pais dela resolveram ficar mais duas semanas lá, e que ela só vai voltar para o primeiro dia de aula. Disse que vai os recompensar com muitos presentes.
-Ah, tá. E, ela disse se avisou o John?
-Ela tinha acabado de ligar pra ele.
-Ok, então, vou achar alguma coisa pra ler.
Não era um bom dia pra sair de casa. Apesar de claro, o dia estava nublado e ia chover a qualquer momento. E eu estava morrendo de preguiça de sair de casa por outro motivo que não fosse Amelie.
-Espere! Tem uma carta pra você, está ali na mesinha do telefone. - Ela falou, ansiosa para saber o que era.
"Que palhaçada é essa?" Pensei quando vi um envelope lilás ao lado do telefone.
Peguei-o com certo medo. No lugar do endereço havia apenas as palavras: "Makrol High School and University" e o selo era do Alaska.
Abri-o com cuidado e um tanto quanto desconfiada, achando que fosse alguma piada da minha mãe por eu falar tanto de estudar no Alaska.
Dentro havia uma carta, feita de papel roxo com letras que lembravam aquelas letras feitas com canetas feitas de penas de antigamente. Dizia:
" Convite Roxo
A Makrol High School and University tem prazer em convidá-la, Katheryne Rathbone, a juntar-se a nós.
Devido ao seu excelente desempenho escolar, nós a escolhemos para fazer parte de nossos projetos de pesquisa e desenvolvimento de trabalhos tecnológico desempenhados no Alaska.
Gostaríamos que entrasse em contato no número que está no final da página, para marcarmos uma reunião com seus responsáveis para que possamos explicar melhor sobre os trabalhos e sobre a própria Makrol H.S.U.
Agradecemos desde já pela atenção e esperamos por seu retorno.
065-88-75249587"
Ok. Só pode ser brincadeira uma coisa dessa. Mas, Convite Roxo? Quem sabia sobre meu sonho?
Liguei imediatamente para o número do convite.
-Makrol High School and University bom dia. Com quem falo?- Uma voz simpática soou do outro lado da linha, era uma voz feminina, do tipo "oi, sou a secretaria, como posso ajudar?".
-Bom dia, sou Katheryne Rathbone, recebi ...
-Só um minuto por favor. - Me interrompeu, e a linha ficou muda até que uma voz conhecida dirigiu-se com entusiasmo a minha pessoa.
-Katheryne! Estava ansioso por sua ligação! Que bom que chegou bem ao seu quarto. Vamos marcar a reunião? - Eu conhecia aquela voz, mas era inaceitável admiti-la.
-Com quem estou falando? - Perguntei com medo da resposta.
-Ora! Não faz duas horas que conversamos, Herick, se lembra? - Era a resposta que eu temia.
-Oh! Sim, sim. Desculpe, estou meio sonolenta ainda. Bom, essa reunião... - Ainda incrédula, resolvi descobrir um pouco mais.
-Deixe-me falar com sua mãe, por favor. Eu e você conversaremos mais tarde, não há tempo Katheryne, deixe-me falar com ela. - Disse Herick apressado.
-Só um minuto Herick. - Disse o nome dele em voz alta pela primeira vez. - Mãe, a senhora pode vir aqui um pouco?- Chamei-a em voz baixa, pois sabia que ela estava ouvindo minha conversa.
-Sim querida? - Respondeu imediatamente, já no meio da sala.
-Deixe que eu explico sobre o colégio, fique com o Convite Roxo.- Disse Herick no telefone.
-Bom, fale com Herick, ele irá te explicar. - Passei o telefone pra ela com certo medo.
Enquanto ela falava com Herick no telefone, mais ouvia do que falava é claro, eu observava as mudanças em seu semblante. Ela estava completamente orgulhosa, via-se em seu rosto.
-Sim, sim. Às sete horas. Nós o aguardaremos Sr.Herick. Tenha um bom dia. - Disse desligando o telefone. -Que orgulho! Durante sua vida toda eu não disse que você seria recompensada pelo seu esforço? Oh! Como estou feliz!- Disse me abraçando. - Você ouviu não é? Sete horas estaram aqui para a reunião, esteja impecável. Mas, Alaska Keithy? Bom, você sempre quis isso mesmo. Agora, vamos ver se o Senhor Rathbonedireção as escadas.
-Ah, o John vai almoçar conosco. - Disse da escada.
Comecei a preparar uma xícara de café com a água que já estava fervendo no fogão, enquanto pensava no que estava acontecendo.
"Ou eu ainda não acordei, ou tudo aquilo de ontem a noite não foi um sonho."
Estava tão distraída tentando decifrar qual das duas opções era a real que nem percebi que a xícara já estava cheia, então, senti aquela água quente escorrendo pela minha mão e derramando no meu pé. Comecei a gritar de dor. Estava queimando muito. A dor era insuportável. Meus pais apareceram correndo. Minha mãe já foi pegando todo o gelo do congelador e do freezer enquanto meu pai ia buscar a pomada para queimaduras.
-Onde estava com a cabeça Keithy? No mundo da lua? Que lindo né? Agora vai receber seus futuros educadores toda queimada. - Disse minha mãe reprovando-me.
O mundo da lua era uma boa opção enquanto eu não sabia o nome do lugar pra onde eu ia. Ah! Não era Mundo Escondido? Que ridículo! Pelo menos Alaska eu tinha certeza que não era. Só pra não esquecer. Isso, definitivamente, não era um sonho.
-Eu estava, distraída. Desculpa. - Disse sem acreditar no que eu tinha feito.
-Não precisa se desculpar. Eu me desesperei quando te ouvi gritar. Parecia que, a, sei lá, que alguém tinha entrado aqui. Aliás, você teve pesadelos essa noite? - Respondeu mudando de assunto.
-Não que eu me lembre, por quê?
-Você gritou algumas vezes, pediu socorro, e gritou como se tivessem abafando sua voz com um travesseiro. Eu e seu pai subimos correndo pra ver o que estava acontecendo. Nós te acordamos, você não lembra?
-Não, não me lembro. Ah, mas deixa pra lá.
Fui pro meu quarto, e assim que cheguei lá, ouvi a voz do John. Eu sabia que minha mãe ia mandá-lo lá em cima, então nem tive o trabalho de chamá-lo.
-Oi Keithy. - Disse John alegremente como sempre.
-Oi John! Acho que vai ficar com fome, minha mãe nem começou o almoço ainda. - Respondi esperando a piada que ele faria.
-Não tem problema, temos mão assada pelo que estou vendo, ops, acho que queimou. Prefiro carne mal passada, é, vou ficar com fome mesmo. - A piada já esperada.
Nós dois rimos.
-Você anda muito distraída ultimamente, que anda acontecendo com você? - Perguntou-me preocupado.
-Ah, não sei. Apenas, saio de órbita as vezes.
-Está apaixonada e não me contou né? Mancada sua. - Falou rindo.
-Claro, apaixonada pelo vizinho, sabe, aquele velhinho que vive de verde? - Mais risos.
-Posso dar minha opinião?
-Lá vem John com suas ideias absurdas.
-Eu acho que você está precisando se apaixonar de novo. Dês de McPerson você não se apaixona por ninguém, não namora ninguém. - Ele me fez lembrar de algo que eu não queria.
-Do jeito que você fala parece que eu namorava muito antes dele né? - Falei rindo pra tentar desviar o assunto.
-Ah, não né. Mas você tinha suas paixonites, e agora, nem isso. - Ele falou triste por mim, e eu fiquei calada, sabia que era verdade.
-Você ainda pensa nele não é? - Perguntou pedindo um não de resposta.
-John! Você sabe que não, isso faz mais de um ano! Se eu o visse todo dia ainda, mas ele é vizinho do teu pai! Fica tranquilo, de Lyoneil McPerson eu estou curada. - Falei contente com minha conquista. Ou desconquista, o que preferir.
A verdade era que eu não tinha parado de pensar nele a tanto tempo quando dizia pra John e pra Amelie. Fazia uns seis meses que eu podia ouvir seu nome sem ter saudades. Mas fazia dez meses que eu o tinha fora de meus pensamentos para John e Amelie. Acho que nunca os enganei de verdade. Mas eles me deixavam fingir.
Eu o conheci em um acampamento que a família de John fez em torno de um ano e meio atrás. Sua mãe quis acampar nas férias com John, e como era época dele estar na casa do pai, resolveram ir acampar todos juntos, e pra não ficar aquele clima de "família feliz e unida" levaram Lyoneil, amigo de infância do John também, mas lá da cidade de seu pai, eu e Amelie. Lyoneil, assim como John, é dois anos mais velho que eu e Amelie. Nós nos entendemos muito bem, e nos identificamos em quase tudo. Ele era fofo, romântico, engraçado, e todas essas coisas que fazem as garotas se apaixonarem. Foi assim que começamos a namorar. E foi nesse acampamento que eu comecei a desconfiar de algum sentimento além de amizade entre John e Amelie, mas nunca disse isso a ninguém. Voltando a Lyoneil e eu. Nós começamos a namorar a distância. Ficamos assim durante quatro meses. Sempre marcávamos de nos encontrar mas nunca dava certo. Então decidimos terminar o namoro. Na verdade ele decidiu. Eu sabia que eu estava sofrendo longe dele, e seria melhor terminar o namoro, mas eu nunca tive coragem, eu o amava de mais para isso. Mas passou, e em momento algum eu pensei que nunca conseguiria amar outra pessoa como o amei. E agora, falar dele não me dói, não me trás saudades, nem nada. Apenas lembranças de um sentimento sincero que foi perfeito enquanto durou, por mais que quase tenha me matado de angústia depois.
-Ok, ok. Então, o que é aquele envelope em suas mãos? - Ele perguntou sobre o Convite Roxo, que eu ainda não havia tido coragem para largar.
-Ah, bom. Eu fui convidada para entrar em um colégio e universidade chamado Makrol. Eles fazem pesquisas e desenvolvem trabalho diversos. Me escolheram pelo meu desempenho escolar. Acho que viram o desempenho da pessoa errada. - Disse me divertindo pela meia verdade e por ter conseguido sair do assunto sobre McPerson.
-Nossa! Que incrível Keithy! Eu sempre soube que eu tinha uma amiga gênea. - Riu ironicamente. - E onde é?
Houve silêncio no quarto. De toda a felicidade, os risos e a empolgação do momento, acabou sobrando apenas meu olhar virado pro chão e o de John em mim. Eu não tinha percebido que eu ia abandoná-los. Como eu poderia viver sem eles? Sempre foram meu alicerce, meu refúgio, meus protetores, minhas metades desconhecidas. Como eu conseguiria me despedir deles?
-Keithy? Onde é a tal da Makrol? - Repetiu a pergunta tirando-me de meus pensamentos que estavam me levando rumo a uma crise de pânico.
-Alaska. - Eu disse séria, engolindo em seco e quase chorando.
Toda a curiosidade dele sumiu. Sua expressão foi de completo arrependimento por ter perguntado isso. Ele não estava acreditando. Assim como eu não estava acreditando no que eu faria.
-Me deixa ver o envelope?- Pediu secamente.
Por um instante pensei que ele ia rasgar o envelope e começar a gritar estericamente comigo. E talvez eu quisesse isso, talves eu merecesse isso. Mas não, ele percorreu com os olhos cada centímetro daquele envelope, e cada centímetro da carta roxa, como se reconhecesse esse papel.
-Acho que você e McPerson vão se reencontrar. - Disse ainda sério e de olhos fixos na carta.
-Como é? - Perguntei sem entender o que ele queria dizer com aquilo. Nós já não tínhamos terminado o assunto sobre Lyoneil?
-É, a dois anos atrás ele recebeu um Convite Roxo idêntico a esse. Ele passa as férias de final de ano aqui e as do meio do ano lá. É engraçado ele contando. Parece que o natal lá é no meio do ano. Ele tem dois "natais" por ano. - Disse rindo mas sem muita animação. - Pelo pouco que ele me fala, é um colégio ótimo. Eu queria muito estudar lá, por isso não vou te dizer pra não ir. Vai atrás do seu futuro, porque isso - mostrou o Convite - não vai te esperar pra sempre, mas seus amigos, pelo menos eu e tenho certeza que Amelie também, vamos estar sempre, SEMPRE aqui te esperando. - Ele disse com os olhos cheios de lágrimas.
Eu o abracei e comecei a chorar, e ele também chorou. Ele ficava lindo quando chorava, seus olhos castanhos ficavam esverdeados, e toda malícia, zombaria, ou qualquer coisa ruim que ele pudesse mostrar em seu rosto, tudo sumia deixando espaço apenas para o sentimento explícito e para o verdadeiro John Tyler.
Nós passamos o dia todo conversando no meu quarto e na hora da reunião com Herick, John estava junto.
Herick falou sobre vários projetos e planos da Makrol H.S.U. e meus pais ficaram encantados. Falou sobre os custos, os quais são mínimos, apenas para o material básico, como cadernos e apostilas. Os materiais para aulas práticas eram gratuitos. Ah, e uma pequena taxa para minha estadia, já que todos moravam lá. O uniforme era confeccionado lá mesmo, e era feito de trabalho voluntário e doação de tecido, por isso, era gratuito também. Meus pais assinaram minha matrícula, entregaram o primeiro cheque e marcaram a data de minha partida. A aula começava em uma semana, então, em quatro dias eles viriam me buscar, para que eu pudesse me instalar e estar descansada para o começo das aulas.
O John ficou super animado, mais que eu se duvidar. Ele estava super feliz. Como Amelie não ia chegar a tempo para me despedir dela, ele ficou encarregado de passar as novidades para ela e deixar uma carta de saudades que eu escrevi. Ele me prometeu consolá-la também. Acho que minha mudança ia contribuir para algo.
No quarto dia depois da reunião, minhas malas estavam todas prontas, as seis da manhã. John tinha dormido lá em casa para poder se despedir melhor de mim.
Seis e meia da manhã Herick veio me buscar para minha nova vida.
Chorei me despedindo de todos, principalmente de John e de Kevin, os homens da minha vida.
Eu sabia que para onde eu estava indo não era Alaska, e nenhum lugar conhecido no mapa. E eu estava doida pra conhecer tudo. E assim que chegamos no aeroporto, minha nova vida começou bem hilária.
Troquei de roupa correndo, peguei a primeira bolsa que vi pela frente, coloquei um par de meias, escova de cabelo e uma balinha de hortelã, peguei meus tênis na mão e desci para chamar minha mãe para me levar. Ela não estava no quarto.
-Mãe! Mãe! - Comecei a chamar desesperadamente enquanto descia mais escadas, sem me importar se iria acordar meu pai ou meus irmãos. No momento Amelie era o que importava.
-Estou na cozinha querida! Não grite, vai acordar toda a vizinhança. - Me respondeu em voz baixa.
-Mãe, temos que ir encontrar Amelie lembra? Vamos nos atrasar! Vamos, vamos! - Disse chamando-a para a garagem.
-Keithy, ela ligou faz uns quinze minutos, pediu desculpas por não ligar antes, e disse que os pais dela resolveram ficar mais duas semanas lá, e que ela só vai voltar para o primeiro dia de aula. Disse que vai os recompensar com muitos presentes.
-Ah, tá. E, ela disse se avisou o John?
-Ela tinha acabado de ligar pra ele.
-Ok, então, vou achar alguma coisa pra ler.
Não era um bom dia pra sair de casa. Apesar de claro, o dia estava nublado e ia chover a qualquer momento. E eu estava morrendo de preguiça de sair de casa por outro motivo que não fosse Amelie.
-Espere! Tem uma carta pra você, está ali na mesinha do telefone. - Ela falou, ansiosa para saber o que era.
"Que palhaçada é essa?" Pensei quando vi um envelope lilás ao lado do telefone.
Peguei-o com certo medo. No lugar do endereço havia apenas as palavras: "Makrol High School and University" e o selo era do Alaska.
Abri-o com cuidado e um tanto quanto desconfiada, achando que fosse alguma piada da minha mãe por eu falar tanto de estudar no Alaska.
Dentro havia uma carta, feita de papel roxo com letras que lembravam aquelas letras feitas com canetas feitas de penas de antigamente. Dizia:
" Convite Roxo
A Makrol High School and University tem prazer em convidá-la, Katheryne Rathbone, a juntar-se a nós.
Devido ao seu excelente desempenho escolar, nós a escolhemos para fazer parte de nossos projetos de pesquisa e desenvolvimento de trabalhos tecnológico desempenhados no Alaska.
Gostaríamos que entrasse em contato no número que está no final da página, para marcarmos uma reunião com seus responsáveis para que possamos explicar melhor sobre os trabalhos e sobre a própria Makrol H.S.U.
Agradecemos desde já pela atenção e esperamos por seu retorno.
065-88-75249587"
Ok. Só pode ser brincadeira uma coisa dessa. Mas, Convite Roxo? Quem sabia sobre meu sonho?
Liguei imediatamente para o número do convite.
-Makrol High School and University bom dia. Com quem falo?- Uma voz simpática soou do outro lado da linha, era uma voz feminina, do tipo "oi, sou a secretaria, como posso ajudar?".
-Bom dia, sou Katheryne Rathbone, recebi ...
-Só um minuto por favor. - Me interrompeu, e a linha ficou muda até que uma voz conhecida dirigiu-se com entusiasmo a minha pessoa.
-Katheryne! Estava ansioso por sua ligação! Que bom que chegou bem ao seu quarto. Vamos marcar a reunião? - Eu conhecia aquela voz, mas era inaceitável admiti-la.
-Com quem estou falando? - Perguntei com medo da resposta.
-Ora! Não faz duas horas que conversamos, Herick, se lembra? - Era a resposta que eu temia.
-Oh! Sim, sim. Desculpe, estou meio sonolenta ainda. Bom, essa reunião... - Ainda incrédula, resolvi descobrir um pouco mais.
-Deixe-me falar com sua mãe, por favor. Eu e você conversaremos mais tarde, não há tempo Katheryne, deixe-me falar com ela. - Disse Herick apressado.
-Só um minuto Herick. - Disse o nome dele em voz alta pela primeira vez. - Mãe, a senhora pode vir aqui um pouco?- Chamei-a em voz baixa, pois sabia que ela estava ouvindo minha conversa.
-Sim querida? - Respondeu imediatamente, já no meio da sala.
-Deixe que eu explico sobre o colégio, fique com o Convite Roxo.- Disse Herick no telefone.
-Bom, fale com Herick, ele irá te explicar. - Passei o telefone pra ela com certo medo.
Enquanto ela falava com Herick no telefone, mais ouvia do que falava é claro, eu observava as mudanças em seu semblante. Ela estava completamente orgulhosa, via-se em seu rosto.
-Sim, sim. Às sete horas. Nós o aguardaremos Sr.Herick. Tenha um bom dia. - Disse desligando o telefone. -Que orgulho! Durante sua vida toda eu não disse que você seria recompensada pelo seu esforço? Oh! Como estou feliz!- Disse me abraçando. - Você ouviu não é? Sete horas estaram aqui para a reunião, esteja impecável. Mas, Alaska Keithy? Bom, você sempre quis isso mesmo. Agora, vamos ver se o Senhor Rathbonedireção as escadas.
-Ah, o John vai almoçar conosco. - Disse da escada.
Comecei a preparar uma xícara de café com a água que já estava fervendo no fogão, enquanto pensava no que estava acontecendo.
"Ou eu ainda não acordei, ou tudo aquilo de ontem a noite não foi um sonho."
Estava tão distraída tentando decifrar qual das duas opções era a real que nem percebi que a xícara já estava cheia, então, senti aquela água quente escorrendo pela minha mão e derramando no meu pé. Comecei a gritar de dor. Estava queimando muito. A dor era insuportável. Meus pais apareceram correndo. Minha mãe já foi pegando todo o gelo do congelador e do freezer enquanto meu pai ia buscar a pomada para queimaduras.
-Onde estava com a cabeça Keithy? No mundo da lua? Que lindo né? Agora vai receber seus futuros educadores toda queimada. - Disse minha mãe reprovando-me.
O mundo da lua era uma boa opção enquanto eu não sabia o nome do lugar pra onde eu ia. Ah! Não era Mundo Escondido? Que ridículo! Pelo menos Alaska eu tinha certeza que não era. Só pra não esquecer. Isso, definitivamente, não era um sonho.
-Eu estava, distraída. Desculpa. - Disse sem acreditar no que eu tinha feito.
-Não precisa se desculpar. Eu me desesperei quando te ouvi gritar. Parecia que, a, sei lá, que alguém tinha entrado aqui. Aliás, você teve pesadelos essa noite? - Respondeu mudando de assunto.
-Não que eu me lembre, por quê?
-Você gritou algumas vezes, pediu socorro, e gritou como se tivessem abafando sua voz com um travesseiro. Eu e seu pai subimos correndo pra ver o que estava acontecendo. Nós te acordamos, você não lembra?
-Não, não me lembro. Ah, mas deixa pra lá.
Fui pro meu quarto, e assim que cheguei lá, ouvi a voz do John. Eu sabia que minha mãe ia mandá-lo lá em cima, então nem tive o trabalho de chamá-lo.
-Oi Keithy. - Disse John alegremente como sempre.
-Oi John! Acho que vai ficar com fome, minha mãe nem começou o almoço ainda. - Respondi esperando a piada que ele faria.
-Não tem problema, temos mão assada pelo que estou vendo, ops, acho que queimou. Prefiro carne mal passada, é, vou ficar com fome mesmo. - A piada já esperada.
Nós dois rimos.
-Você anda muito distraída ultimamente, que anda acontecendo com você? - Perguntou-me preocupado.
-Ah, não sei. Apenas, saio de órbita as vezes.
-Está apaixonada e não me contou né? Mancada sua. - Falou rindo.
-Claro, apaixonada pelo vizinho, sabe, aquele velhinho que vive de verde? - Mais risos.
-Posso dar minha opinião?
-Lá vem John com suas ideias absurdas.
-Eu acho que você está precisando se apaixonar de novo. Dês de McPerson você não se apaixona por ninguém, não namora ninguém. - Ele me fez lembrar de algo que eu não queria.
-Do jeito que você fala parece que eu namorava muito antes dele né? - Falei rindo pra tentar desviar o assunto.
-Ah, não né. Mas você tinha suas paixonites, e agora, nem isso. - Ele falou triste por mim, e eu fiquei calada, sabia que era verdade.
-Você ainda pensa nele não é? - Perguntou pedindo um não de resposta.
-John! Você sabe que não, isso faz mais de um ano! Se eu o visse todo dia ainda, mas ele é vizinho do teu pai! Fica tranquilo, de Lyoneil McPerson eu estou curada. - Falei contente com minha conquista. Ou desconquista, o que preferir.
A verdade era que eu não tinha parado de pensar nele a tanto tempo quando dizia pra John e pra Amelie. Fazia uns seis meses que eu podia ouvir seu nome sem ter saudades. Mas fazia dez meses que eu o tinha fora de meus pensamentos para John e Amelie. Acho que nunca os enganei de verdade. Mas eles me deixavam fingir.
Eu o conheci em um acampamento que a família de John fez em torno de um ano e meio atrás. Sua mãe quis acampar nas férias com John, e como era época dele estar na casa do pai, resolveram ir acampar todos juntos, e pra não ficar aquele clima de "família feliz e unida" levaram Lyoneil, amigo de infância do John também, mas lá da cidade de seu pai, eu e Amelie. Lyoneil, assim como John, é dois anos mais velho que eu e Amelie. Nós nos entendemos muito bem, e nos identificamos em quase tudo. Ele era fofo, romântico, engraçado, e todas essas coisas que fazem as garotas se apaixonarem. Foi assim que começamos a namorar. E foi nesse acampamento que eu comecei a desconfiar de algum sentimento além de amizade entre John e Amelie, mas nunca disse isso a ninguém. Voltando a Lyoneil e eu. Nós começamos a namorar a distância. Ficamos assim durante quatro meses. Sempre marcávamos de nos encontrar mas nunca dava certo. Então decidimos terminar o namoro. Na verdade ele decidiu. Eu sabia que eu estava sofrendo longe dele, e seria melhor terminar o namoro, mas eu nunca tive coragem, eu o amava de mais para isso. Mas passou, e em momento algum eu pensei que nunca conseguiria amar outra pessoa como o amei. E agora, falar dele não me dói, não me trás saudades, nem nada. Apenas lembranças de um sentimento sincero que foi perfeito enquanto durou, por mais que quase tenha me matado de angústia depois.
-Ok, ok. Então, o que é aquele envelope em suas mãos? - Ele perguntou sobre o Convite Roxo, que eu ainda não havia tido coragem para largar.
-Ah, bom. Eu fui convidada para entrar em um colégio e universidade chamado Makrol. Eles fazem pesquisas e desenvolvem trabalho diversos. Me escolheram pelo meu desempenho escolar. Acho que viram o desempenho da pessoa errada. - Disse me divertindo pela meia verdade e por ter conseguido sair do assunto sobre McPerson.
-Nossa! Que incrível Keithy! Eu sempre soube que eu tinha uma amiga gênea. - Riu ironicamente. - E onde é?
Houve silêncio no quarto. De toda a felicidade, os risos e a empolgação do momento, acabou sobrando apenas meu olhar virado pro chão e o de John em mim. Eu não tinha percebido que eu ia abandoná-los. Como eu poderia viver sem eles? Sempre foram meu alicerce, meu refúgio, meus protetores, minhas metades desconhecidas. Como eu conseguiria me despedir deles?
-Keithy? Onde é a tal da Makrol? - Repetiu a pergunta tirando-me de meus pensamentos que estavam me levando rumo a uma crise de pânico.
-Alaska. - Eu disse séria, engolindo em seco e quase chorando.
Toda a curiosidade dele sumiu. Sua expressão foi de completo arrependimento por ter perguntado isso. Ele não estava acreditando. Assim como eu não estava acreditando no que eu faria.
-Me deixa ver o envelope?- Pediu secamente.
Por um instante pensei que ele ia rasgar o envelope e começar a gritar estericamente comigo. E talvez eu quisesse isso, talves eu merecesse isso. Mas não, ele percorreu com os olhos cada centímetro daquele envelope, e cada centímetro da carta roxa, como se reconhecesse esse papel.
-Acho que você e McPerson vão se reencontrar. - Disse ainda sério e de olhos fixos na carta.
-Como é? - Perguntei sem entender o que ele queria dizer com aquilo. Nós já não tínhamos terminado o assunto sobre Lyoneil?
-É, a dois anos atrás ele recebeu um Convite Roxo idêntico a esse. Ele passa as férias de final de ano aqui e as do meio do ano lá. É engraçado ele contando. Parece que o natal lá é no meio do ano. Ele tem dois "natais" por ano. - Disse rindo mas sem muita animação. - Pelo pouco que ele me fala, é um colégio ótimo. Eu queria muito estudar lá, por isso não vou te dizer pra não ir. Vai atrás do seu futuro, porque isso - mostrou o Convite - não vai te esperar pra sempre, mas seus amigos, pelo menos eu e tenho certeza que Amelie também, vamos estar sempre, SEMPRE aqui te esperando. - Ele disse com os olhos cheios de lágrimas.
Eu o abracei e comecei a chorar, e ele também chorou. Ele ficava lindo quando chorava, seus olhos castanhos ficavam esverdeados, e toda malícia, zombaria, ou qualquer coisa ruim que ele pudesse mostrar em seu rosto, tudo sumia deixando espaço apenas para o sentimento explícito e para o verdadeiro John Tyler.
Nós passamos o dia todo conversando no meu quarto e na hora da reunião com Herick, John estava junto.
Herick falou sobre vários projetos e planos da Makrol H.S.U. e meus pais ficaram encantados. Falou sobre os custos, os quais são mínimos, apenas para o material básico, como cadernos e apostilas. Os materiais para aulas práticas eram gratuitos. Ah, e uma pequena taxa para minha estadia, já que todos moravam lá. O uniforme era confeccionado lá mesmo, e era feito de trabalho voluntário e doação de tecido, por isso, era gratuito também. Meus pais assinaram minha matrícula, entregaram o primeiro cheque e marcaram a data de minha partida. A aula começava em uma semana, então, em quatro dias eles viriam me buscar, para que eu pudesse me instalar e estar descansada para o começo das aulas.
O John ficou super animado, mais que eu se duvidar. Ele estava super feliz. Como Amelie não ia chegar a tempo para me despedir dela, ele ficou encarregado de passar as novidades para ela e deixar uma carta de saudades que eu escrevi. Ele me prometeu consolá-la também. Acho que minha mudança ia contribuir para algo.
No quarto dia depois da reunião, minhas malas estavam todas prontas, as seis da manhã. John tinha dormido lá em casa para poder se despedir melhor de mim.
Seis e meia da manhã Herick veio me buscar para minha nova vida.
Chorei me despedindo de todos, principalmente de John e de Kevin, os homens da minha vida.
Eu sabia que para onde eu estava indo não era Alaska, e nenhum lugar conhecido no mapa. E eu estava doida pra conhecer tudo. E assim que chegamos no aeroporto, minha nova vida começou bem hilária.
sábado, 4 de setembro de 2010
Capitulo 8
O sonho com o Ryan tinha me abalado muito, mas desde pequena eu tinha aprendido a esconder os meus sentimentos, meu pai sempre me ensinou que sentimento é sinal de fraqueza, e que se eu não aprendesse a controlá-lo, meus inimigos usariam isso contra mim. E desde que eu tinha 5 anos, eu nunca mais chorei, mesmo quando eu me machucava, eu só me permitia chorar, quando estivesse sozinha, mas desde que Ryan morreu, minha vida virou de cabeça pra baixo, e se não fosse a Lorenn acho que eu nem me levantaria da cama mais.
-Está melhor Rachel?
Eu já havia parado de chorar, eu ainda estava mal, mas não iria preocupá-la.
-Sim Lorenn, obrigada...
Para a minha sorte, Ryan antes de morrer,me ensinou a mentir muito bem. Pelo o que ele dizia era bom pra minha segurança, e ele também estava me ensinando a perceber quando alguém mente. Mas não era muito boa nisso, pelo menos não me iludia tanto com as pessoas agora.
Com um tom animado a minha melhor amiga começou a falar...
-Racheeeeeeeeeel, minha paixão, o que vamos fazer hoje?
-Não sei, talvez pudéssemos, alugar um filme e convidar o Stefan e o meu irmão, o que acha?
Seus olhos brilharam, como se eu tivesse falado as palavras mágicas. Ela era apaixonada pelo meu irmão desde que somos amigas, ou seja mais ou menos a uns 10 anos. E Stefan, era amigo do meu irmão a muito tempo, seu cabelo era negro e vinham até os seus ombros, seus olhos eram de um mel, meio esverdeado, ele tinha uma tatuagem no braço, em alguma língua que eu não conseguia traduzir, mas que me era familiar.Ele era alto, um pouco mais musculoso que o meu irmão e a sua cor de pele, era igual a minha, ou seja mais branca que a do meu irmão ou do que a de Lorenn. O que era incrível , pois eu ficava no sol o mesmo tanto que Lorenn , mas só ela se bronzeava.
Quando estávamos descendo as escadas, prontas pra ir para a locadora mais próxima ou seja a Rentals. Quando a minha mãe nos parou .
-Rachel querida, não vai abrir o seu Convite Roxo?
-Não mesmo, papai tem razão, está escola não serve para alguém como eu!
-Está bem, não vou mais pedir pra você ir...
-Finalmente.
Então eu fui continuar a andar, quando ela me parou, podia ver a raiva nos seus olhos...
-Você vai, e agora eu estou mandando, e enquanto você morar aqui, vai fazer o que eu mandar.
Estava obvio demais, é claro que ela não ia me deixar em paz, não enquanto eu dependesse do dinheiro dela, e estranhamente, uma vontade imensa de quebrar o seu pescoço ali mesmo, se passou pela minha cabeça, mas logo eu voltei a prestar atenção no que ela falava...
-Ah, e os Vander's virão jantar aqui em casa para comemorarmos a nossa 56º geração que passa no Markal High School. Então trate de estar em casa as 7 da noite, linda e muito bem arrumada.
Estava morrendo de raiva, mas em questão de segundos a raiva passou, só de ouvir o sobrenome Vander's, fazia muito tempo que eu não os via.
-Está bem Sra. Buttscrape, vamos Lorenn...
Minha mãe me olhou com espanto, eu não costumava chamá-la assim. Mas então saimos da minha casa, e eu voltei meus pensamentos aos Vander's, meus pais eram amigos desde pequenos da Sra. e do Sr. Vander's e desde pequena eu convivi muito com eles e com o seu filho, o Christopher... E então Lorenn interrompeu os meus pensamentos...
-Vander's? não acredito que vou conhecer o deus grego que você SEMPRE fala, desde que eu a conheço!
Senti o meu rosto corar, a verdade é que eu sempre tive uma queda por ele, para mim ele parecia mesmo um deus grego, ele tinha um cabelo loiro escuro, ele era alto, tinha olhos azuis, tinha uma tatuagem no braço, que tinha colocado aos seus 15 anos, e pelo o que eu já tinha visto, ela era uma escrita em japonês ou em chinês, mas a verdade era que eu nunca tive coragem de perguntar sobre o que significava, algo me dizia que ele não iria gostar se eu perguntasse. Ele era super simpático, e meu irmão dizia que sempre rolava um clima quando a gente se encontrava. A ultima vez que eu tinha o visto fora a 2 anos atrás, quando eu ainda nem conhecia o Ryan. Depois disso ele sumiu, meu pai dizia, que ele tinha ido estudar sobre magia negra. Pra poder se defender da própria. Eu, diferente do Christopher, sabia o básico da magia na prática, sabia muito em quesito de técnica, mas magia negra sempre foi o meu forte.Não que alguém além dos meus amigos e o meu irmão saiba disso, não é algo que você sai falando por ai, senão as pessoas começam a te temer. E entra o governo no meio e dai a coisa toda fica mais complicada. Quando voltei a realidade, percebi que Lorenn estava me olhando esperando uma resposta, então abri um sorriso e disse :
-Sim minha Lorenn, você irá conhecer o próprio.
Então ela sorriu, e começou a andar saltitando, então ela parou mais a frente e se virou para mim..
-Então Rachel, ainda vamos alugar um filme?
-Claro, e quem sabe o Christopher, não assiste com a gente?
Então eu não consegui conter o sorriso, e por um momento, eu me senti culpada, como podia estar pensando em outro garoto?Não fazia nem 3 semanas que o Ryan havia morrido...
-Vamos logo então, mal posso esperar por essa noite!
Assim que voltamos para casa, eu subi para tomar um banho e me arrumar, enquanto eu tomava banho, Lorenn foi falar com o Brendon sobre o filme e pedir para ele chamar o Stefan. E logo depois foi se arrumar para o tão esperado Jantar.
Estava do lado do meu irmão quando ouvimos o som de algo chegando do céu, e logo após a campainha tocou. Meu coração começou a bater mais rápido, e então o mordomo abriu a porta, e lá estava ele, com uma blusa roxa, e uma calça jeans, estava usando um all star preto e por cima da blusa estava com um casaco preto. Ele estava completamente perfeito, tudo se encaixava como se ele fosse um anjo. Então ele entrou, comprimentou os meus pais, logo após o meu irmão, e então parou na minha frente, ele ficou parado na minha frente me olhando...Eu tinha colocado o meu melhor vestido preto que tinha naquele armário, mas mesmo assim, estava insegura, sobre o que ele poderia ter achado... Então resolvi falar algo...
-Oi Christopher, quanto tempo...
E então como se eu tivesse parado os seus pensamentos, ele tentou disfarçar, mas mesmo assim consegui ver o vermelho de vergonha em suas bochechas...
- Oh minha Rachel , eu nunca esqueci o quão encantadora, você era. Mas eu não lembrava o quanto você conseguia...
Antes que ele terminasse a frase, ele percebeu que estava falando mais do que devia, só pela expressão de vergonha que ele demonstrou ...
-Ah, deixa pra lá...
Então ele pegou e me abraçou muito forte. Eu adorava a forma que ele era, fazia com que eu me sentisse especial, unica e acima de tudo me trazia familiaridade. Então Lorenn apareceu...
-Oi, meu nome é Lorenn, prazer em conhece-lo, já ouvi muito sobre você.
então ela abriu um sorriso,e ele virou pra mim, e eu posso jurar que conteve um sorriso, e como de costume eu corei mais ainda.
-Prazer Lorenn, é amiga da Rachel, não é?
E ele voltou a olhar para ela...
-Eu mesma.
Então meu pai convidou todos a se sentarem na mesa, Brendon passou do meu lado rapido e falou baixo:
-Humm, encantadora é?
e soltou um risinho.
-Pará Breh...
Então coloquei as mãos no rosto, tentando de alguma forma me esconder...
-Está melhor Rachel?
Eu já havia parado de chorar, eu ainda estava mal, mas não iria preocupá-la.
-Sim Lorenn, obrigada...
Para a minha sorte, Ryan antes de morrer,me ensinou a mentir muito bem. Pelo o que ele dizia era bom pra minha segurança, e ele também estava me ensinando a perceber quando alguém mente. Mas não era muito boa nisso, pelo menos não me iludia tanto com as pessoas agora.
Com um tom animado a minha melhor amiga começou a falar...
-Racheeeeeeeeeel, minha paixão, o que vamos fazer hoje?
-Não sei, talvez pudéssemos, alugar um filme e convidar o Stefan e o meu irmão, o que acha?
Seus olhos brilharam, como se eu tivesse falado as palavras mágicas. Ela era apaixonada pelo meu irmão desde que somos amigas, ou seja mais ou menos a uns 10 anos. E Stefan, era amigo do meu irmão a muito tempo, seu cabelo era negro e vinham até os seus ombros, seus olhos eram de um mel, meio esverdeado, ele tinha uma tatuagem no braço, em alguma língua que eu não conseguia traduzir, mas que me era familiar.Ele era alto, um pouco mais musculoso que o meu irmão e a sua cor de pele, era igual a minha, ou seja mais branca que a do meu irmão ou do que a de Lorenn. O que era incrível , pois eu ficava no sol o mesmo tanto que Lorenn , mas só ela se bronzeava.
Quando estávamos descendo as escadas, prontas pra ir para a locadora mais próxima ou seja a Rentals. Quando a minha mãe nos parou .
-Rachel querida, não vai abrir o seu Convite Roxo?
-Não mesmo, papai tem razão, está escola não serve para alguém como eu!
-Está bem, não vou mais pedir pra você ir...
-Finalmente.
Então eu fui continuar a andar, quando ela me parou, podia ver a raiva nos seus olhos...
-Você vai, e agora eu estou mandando, e enquanto você morar aqui, vai fazer o que eu mandar.
Estava obvio demais, é claro que ela não ia me deixar em paz, não enquanto eu dependesse do dinheiro dela, e estranhamente, uma vontade imensa de quebrar o seu pescoço ali mesmo, se passou pela minha cabeça, mas logo eu voltei a prestar atenção no que ela falava...
-Ah, e os Vander's virão jantar aqui em casa para comemorarmos a nossa 56º geração que passa no Markal High School. Então trate de estar em casa as 7 da noite, linda e muito bem arrumada.
Estava morrendo de raiva, mas em questão de segundos a raiva passou, só de ouvir o sobrenome Vander's, fazia muito tempo que eu não os via.
-Está bem Sra. Buttscrape, vamos Lorenn...
Minha mãe me olhou com espanto, eu não costumava chamá-la assim. Mas então saimos da minha casa, e eu voltei meus pensamentos aos Vander's, meus pais eram amigos desde pequenos da Sra. e do Sr. Vander's e desde pequena eu convivi muito com eles e com o seu filho, o Christopher... E então Lorenn interrompeu os meus pensamentos...
-Vander's? não acredito que vou conhecer o deus grego que você SEMPRE fala, desde que eu a conheço!
Senti o meu rosto corar, a verdade é que eu sempre tive uma queda por ele, para mim ele parecia mesmo um deus grego, ele tinha um cabelo loiro escuro, ele era alto, tinha olhos azuis, tinha uma tatuagem no braço, que tinha colocado aos seus 15 anos, e pelo o que eu já tinha visto, ela era uma escrita em japonês ou em chinês, mas a verdade era que eu nunca tive coragem de perguntar sobre o que significava, algo me dizia que ele não iria gostar se eu perguntasse. Ele era super simpático, e meu irmão dizia que sempre rolava um clima quando a gente se encontrava. A ultima vez que eu tinha o visto fora a 2 anos atrás, quando eu ainda nem conhecia o Ryan. Depois disso ele sumiu, meu pai dizia, que ele tinha ido estudar sobre magia negra. Pra poder se defender da própria. Eu, diferente do Christopher, sabia o básico da magia na prática, sabia muito em quesito de técnica, mas magia negra sempre foi o meu forte.Não que alguém além dos meus amigos e o meu irmão saiba disso, não é algo que você sai falando por ai, senão as pessoas começam a te temer. E entra o governo no meio e dai a coisa toda fica mais complicada. Quando voltei a realidade, percebi que Lorenn estava me olhando esperando uma resposta, então abri um sorriso e disse :
-Sim minha Lorenn, você irá conhecer o próprio.
Então ela sorriu, e começou a andar saltitando, então ela parou mais a frente e se virou para mim..
-Então Rachel, ainda vamos alugar um filme?
-Claro, e quem sabe o Christopher, não assiste com a gente?
Então eu não consegui conter o sorriso, e por um momento, eu me senti culpada, como podia estar pensando em outro garoto?Não fazia nem 3 semanas que o Ryan havia morrido...
-Vamos logo então, mal posso esperar por essa noite!
Assim que voltamos para casa, eu subi para tomar um banho e me arrumar, enquanto eu tomava banho, Lorenn foi falar com o Brendon sobre o filme e pedir para ele chamar o Stefan. E logo depois foi se arrumar para o tão esperado Jantar.
Estava do lado do meu irmão quando ouvimos o som de algo chegando do céu, e logo após a campainha tocou. Meu coração começou a bater mais rápido, e então o mordomo abriu a porta, e lá estava ele, com uma blusa roxa, e uma calça jeans, estava usando um all star preto e por cima da blusa estava com um casaco preto. Ele estava completamente perfeito, tudo se encaixava como se ele fosse um anjo. Então ele entrou, comprimentou os meus pais, logo após o meu irmão, e então parou na minha frente, ele ficou parado na minha frente me olhando...Eu tinha colocado o meu melhor vestido preto que tinha naquele armário, mas mesmo assim, estava insegura, sobre o que ele poderia ter achado... Então resolvi falar algo...
-Oi Christopher, quanto tempo...
E então como se eu tivesse parado os seus pensamentos, ele tentou disfarçar, mas mesmo assim consegui ver o vermelho de vergonha em suas bochechas...
- Oh minha Rachel , eu nunca esqueci o quão encantadora, você era. Mas eu não lembrava o quanto você conseguia...
Antes que ele terminasse a frase, ele percebeu que estava falando mais do que devia, só pela expressão de vergonha que ele demonstrou ...
-Ah, deixa pra lá...
Então ele pegou e me abraçou muito forte. Eu adorava a forma que ele era, fazia com que eu me sentisse especial, unica e acima de tudo me trazia familiaridade. Então Lorenn apareceu...
-Oi, meu nome é Lorenn, prazer em conhece-lo, já ouvi muito sobre você.
então ela abriu um sorriso,e ele virou pra mim, e eu posso jurar que conteve um sorriso, e como de costume eu corei mais ainda.
-Prazer Lorenn, é amiga da Rachel, não é?
E ele voltou a olhar para ela...
-Eu mesma.
Então meu pai convidou todos a se sentarem na mesa, Brendon passou do meu lado rapido e falou baixo:
-Humm, encantadora é?
e soltou um risinho.
-Pará Breh...
Então coloquei as mãos no rosto, tentando de alguma forma me esconder...
sábado, 21 de agosto de 2010
Capítulo 7
-Humanos, bruxos, vampiros e todos os seres existentes na terra moravam juntos em harmonia,sabendo-se da existência de cada ser. Em torno de novecentos anos atrás, bruxos e vampiros resolveram criar um mundo só deles. Onde nada os afetaria, e nenhuma outra espécie de ser poderia entrar ou sair sem permissão. Era um mundo protegido por encantos, e a paz reinava, até que alguns vampiros quebraram o acordo de não sair do nosso mundo para beber sangue humano, pois tínhamos enormes criações de bois, ovelhas, cavalos, e alguns outros animais, que serviam de 'comida' para eles. Então os bruxos mataram os vampiros que tinham quebrado o acordo, e os outros vampiros se revoltaram contra os bruxos. Então quase tivemos uma guerra, mas resolvemos que matá-los não resolveria o problema. Então deixamos o mundo escondido para eles e voltamos a morar com os humanos.
Estava dando tudo certo, sem vampiros, e sem os humanos saberem que éramos bruxos,até que, em torno de quatrocentos anos atrás, começou a conhecia caça-as-bruxas.
Nenhuma das pessoas queimadas naquelas fogueiras eram, de fato, bruxas. Muitas se diziam bruxas, muitas tinha descendência bruxa mas não tinha recebido a intimação de assumir os dons, e outras só tinham comportamento duvidoso e anti social.
Nós tivemos medo de que isso não acabasse e, mesmo com poderes e habilidades, não seriamos suficientes para vencer se essa guerra de 'humanos e bruxas' se espalhasse por todo o mundo. Então resolvemos tomar nosso mundo de volta, dessa vez, sem os vampiros. Como sabíamos os encantamentos do mundo, entramos sem os vampiros saberem e começamos a matá-los com facilidade enquanto pegávamos eles sozinhos. Algumas bruxas e bruxo haviam ficado no mundo escondido pois haviam se casado com vampiros. Eles tinham proteção deles, então ninguém os faria mal, nem a seus filhos. Os 'misturados' e os bruxos que tinham ficado nós poupamos. E os vampiros foram aniquilados. Tínhamos nosso mundo de volta. Quem tinha perdido alguém de sua família se revoltou contra o governo e seus filhos misturados foram incentivados a atacar os bruxos e os sugar até a morte. Uma grande rebelião de misturados começou. Então todos os bruxos que se envolveram com vampiros e os misturados foram expulsos desse mundo. Depois disso as únicas criaturas novas que aparecerem por aqui foram os mestiços. Que são meio humano, meio bruxo. Nunca soubemos de nenhum caso de filhos entre vampiros e humanos, por isso não tem um nome específico. Os mestiços nunca nos deram problemas, pois seu instinto de humano é menos presente que seu instinto bruxo. Diferente de quem tem instinto de vampiro, que é mais forte que o bruxo. Por isso dizemos que vampiros são animais. Pois respondem a quase tudo com instinto, e são quase incontroláveis quando agem dessa maneira.
Os bruxos mestiços são, grande parte das vezes, mais talentosos do que os bruxos puros. O que iguala a diferença entre eles.
Á dois tipos de mestiços: Os mestiços presentes, que tem um pai humano e uma mãe bruxa, ou vice e versa. E os mestiços esquecidos, que tem sangue bruxo de gerações anteriores. Esses são muito difíceis de achar, e até hoje não nos interessamos neles. Até aparecer você. Isso acontece porque nem todos os bruxos recebem o Convite Roxo, que é um convite enviado aos bruxos escolhidos para se tornarem grandes bruxos. Todos os bruxos fazem o, como vocês chamam, ensino fundamental de bruxaria e o humano, tudo nesse mundo. Mas só os escolhidos recebem o Convite Roxo, que é como se fosse a aprovação em alguma faculdade, só que ainda no ensino médio. Alguns bruxos que não o recebem, vão para o mundo humano e fazem seus estudos lá. E não há nada de errado nisso. A maioria dos que vão pra lá, acabam se casando com humanos e tendo filhos, formando os mestiços diretos. O bruxo, pai da criança, tem a escolha de que seu filho faça o ensino fundamental aqui, ou lá. Mas, fazendo ou não, a criança pode receber o Convite Roxo. Quando a criança não o recebe e volta para o mundo humano e tem um filho com um humano, esse filho será o mestiço esquecido. Raramente um mestiço esquecido recebe um Convite Roxo, pois a maioria nem sequer sabe da existência das bruxas de verdade. Só casos muito especiais recebem-o.
Você Katheryne Rathbone. Trigésima sétima geração de Robert Rathbone, que recebeu o Convite Roxo mais o renegou e mudou-se para o mundo humano, por alguma razão ainda não descoberta, recebe hoje o Convite Roxo. E tem a opção de se tornar uma grande bruxa ou não.
Esse estava sendo o sonho mais bizarro de toda a minha vida! Eu não parava de pensar como minha mente era fértil por ter imaginado toda aquela história sobre bruxos e vampiros.
Enquanto Herick falava a última parte do seu discurso ele se levantava. Ele fez sinal com a mão para que eu o seguisse. Assim fiz. Ele me levou até a porta, me deu um beijo na testa e disse:
-Nos veremos logo Katheryne. Espero que decida se juntar a nós.
Percebi que Ronny, o homem loiro, estava me esperando do lado de fora da porta.
-Ah e, prometa não fugir pelas ruas que não precisará de outra camada protetora. - disse Herick com um sorriso divertido no rosto.
-Sim senhor. - respondi timidamente.
Quando entramos no corredor escuro, antes do elevador, parei de escutar os passos de Ronny. Então percebi que meus olhos estavam fechado. E quando os abri...
Meu quarto.
Estava dando tudo certo, sem vampiros, e sem os humanos saberem que éramos bruxos,até que, em torno de quatrocentos anos atrás, começou a conhecia caça-as-bruxas.
Nenhuma das pessoas queimadas naquelas fogueiras eram, de fato, bruxas. Muitas se diziam bruxas, muitas tinha descendência bruxa mas não tinha recebido a intimação de assumir os dons, e outras só tinham comportamento duvidoso e anti social.
Nós tivemos medo de que isso não acabasse e, mesmo com poderes e habilidades, não seriamos suficientes para vencer se essa guerra de 'humanos e bruxas' se espalhasse por todo o mundo. Então resolvemos tomar nosso mundo de volta, dessa vez, sem os vampiros. Como sabíamos os encantamentos do mundo, entramos sem os vampiros saberem e começamos a matá-los com facilidade enquanto pegávamos eles sozinhos. Algumas bruxas e bruxo haviam ficado no mundo escondido pois haviam se casado com vampiros. Eles tinham proteção deles, então ninguém os faria mal, nem a seus filhos. Os 'misturados' e os bruxos que tinham ficado nós poupamos. E os vampiros foram aniquilados. Tínhamos nosso mundo de volta. Quem tinha perdido alguém de sua família se revoltou contra o governo e seus filhos misturados foram incentivados a atacar os bruxos e os sugar até a morte. Uma grande rebelião de misturados começou. Então todos os bruxos que se envolveram com vampiros e os misturados foram expulsos desse mundo. Depois disso as únicas criaturas novas que aparecerem por aqui foram os mestiços. Que são meio humano, meio bruxo. Nunca soubemos de nenhum caso de filhos entre vampiros e humanos, por isso não tem um nome específico. Os mestiços nunca nos deram problemas, pois seu instinto de humano é menos presente que seu instinto bruxo. Diferente de quem tem instinto de vampiro, que é mais forte que o bruxo. Por isso dizemos que vampiros são animais. Pois respondem a quase tudo com instinto, e são quase incontroláveis quando agem dessa maneira.
Os bruxos mestiços são, grande parte das vezes, mais talentosos do que os bruxos puros. O que iguala a diferença entre eles.
Á dois tipos de mestiços: Os mestiços presentes, que tem um pai humano e uma mãe bruxa, ou vice e versa. E os mestiços esquecidos, que tem sangue bruxo de gerações anteriores. Esses são muito difíceis de achar, e até hoje não nos interessamos neles. Até aparecer você. Isso acontece porque nem todos os bruxos recebem o Convite Roxo, que é um convite enviado aos bruxos escolhidos para se tornarem grandes bruxos. Todos os bruxos fazem o, como vocês chamam, ensino fundamental de bruxaria e o humano, tudo nesse mundo. Mas só os escolhidos recebem o Convite Roxo, que é como se fosse a aprovação em alguma faculdade, só que ainda no ensino médio. Alguns bruxos que não o recebem, vão para o mundo humano e fazem seus estudos lá. E não há nada de errado nisso. A maioria dos que vão pra lá, acabam se casando com humanos e tendo filhos, formando os mestiços diretos. O bruxo, pai da criança, tem a escolha de que seu filho faça o ensino fundamental aqui, ou lá. Mas, fazendo ou não, a criança pode receber o Convite Roxo. Quando a criança não o recebe e volta para o mundo humano e tem um filho com um humano, esse filho será o mestiço esquecido. Raramente um mestiço esquecido recebe um Convite Roxo, pois a maioria nem sequer sabe da existência das bruxas de verdade. Só casos muito especiais recebem-o.
Você Katheryne Rathbone. Trigésima sétima geração de Robert Rathbone, que recebeu o Convite Roxo mais o renegou e mudou-se para o mundo humano, por alguma razão ainda não descoberta, recebe hoje o Convite Roxo. E tem a opção de se tornar uma grande bruxa ou não.
Esse estava sendo o sonho mais bizarro de toda a minha vida! Eu não parava de pensar como minha mente era fértil por ter imaginado toda aquela história sobre bruxos e vampiros.
Enquanto Herick falava a última parte do seu discurso ele se levantava. Ele fez sinal com a mão para que eu o seguisse. Assim fiz. Ele me levou até a porta, me deu um beijo na testa e disse:
-Nos veremos logo Katheryne. Espero que decida se juntar a nós.
Percebi que Ronny, o homem loiro, estava me esperando do lado de fora da porta.
-Ah e, prometa não fugir pelas ruas que não precisará de outra camada protetora. - disse Herick com um sorriso divertido no rosto.
-Sim senhor. - respondi timidamente.
Quando entramos no corredor escuro, antes do elevador, parei de escutar os passos de Ronny. Então percebi que meus olhos estavam fechado. E quando os abri...
Meu quarto.
Capitulo 6
Então a minha mãe parou o carro na frente do meu colégio, eu tinha achado muito estranho já que o mordomo que costumava me buscar, assim que eu entrei no carro, ela trancou as portas...
-Por que veio me buscar?
-Rachel, estamos indo para a nossa casa em Orlhean.
Orlhean, era uma cidade chata, onde eu não tinha amigos, nem tecnologia, nem nada, os únicos que ficavam felizes, naquela casa, eram os meus pais.
-Não mãe, eu não vou! Nem que eu salte do carro.
Eu peguei e destranquei a porta e a abri...
-Pode saltar, mas ai eu cancelo a dança!
Ela sabia que a coisa que eu mais amava era a dança, mas naquele momento eu estava com muita raiva dela, dela querer me levar para Orlhean, sem pedir a minha opinião, quando eu ia pular, ela aumentou demais a velocidade.
-Pensei que ia pular Rachel!
-Eu te odeio.
Então ela parou o carro, e sua expressão era de uma raiva tão intensa que qualquer coisa que eu falasse, eu achava que ela seria capaz de me matar.Então ela desceu do carro, jogou a minha mochila, onde o mordomo tinha posto as minhas coisas, na calçada, abriu a porta da onde eu estava sentada, e me puxou para a calçada, me deu um chute na perna e me jogou no chão.
-Pronto Rachel, agora pode voltar pra casa sozinha.
Minha casa estava muito longe dali, não que ela ligasse, então ela pegou o carro e foi embora.Enquanto eu ? Bem, peguei a mochila e fui andando em direção a minha casa, quinze quadras depois o joelho que ela chutou fraquejou e eu cai.E alguma coisa aconteceu com o meu pé, pois eu não conseguia mais me levantar, então eu comecei a chorar de tanta dor.E então ele veio correndo em minha direção...
-Ei, você está bem?
-Estou!
Como eu era totalmente teimosa, nem olhei para ele, e tentei levantar novamente.Infelizmente falhei de novo e cai, e ele deu uma risada e disse:
-Eu estou vendo como você está bem, agora deixa de ser teimosa e deixa eu te ajudar?!
Então ele se abaixou e colocou a minha mochila nas costas, e me pegou no colo, eu simplesmente deixei, não estava em condições de recusar ajuda, então cheguei na casa dele, era linda, tudo era muito acolhedor, então ele me deixou no sofá.
-Pode me soltar agora...
E ele me deu um sorriso muito fofo e ao mesmo tempo muito pervertido.
-Anh, desculpe...
A verdade é que eu não queria me soltar dele, pois enquanto ele me trazia, eu pude perceber o quanto ele era forte e sem contar do perfume que ele emanava, aquele cheiro me fascinava! Mas então eu o soltei.
-Vou pegar, umas coisas pra cuidar de você, fique ai, que eu já volto.
Assim que ele saiu, eu comecei a pensar: Rachel o que você está fazendo ai? Você está na casa de um estranho,o pior é que eu nem reparei como ele era .
-Voltei, e prometo que não vai doer muito, e bem... Se sentir muita dor, eu te dou a minha mão pra apertar, tá?
Ele deu outro sorriso, só que diferente de antes eu percebi como ele era lindo, o menino tinha olhos azuis, cabelos negros, mas o penteado era diferente de todos que eu já havia visto. Ele era alto,forte e pelo o que parecia ele deveria ser uns dois anos mais velho que eu, e quando ele sorria, eu não sabia por que, ,mais o meu coração disparava...
-No que está pensando?
Senti o meu rosto corar..
-Ah, e..Em..Nada!
Ele começou a rir
-Você fica muito fofa com vergonha.
Ah, esse era um outro problema, eu mentia muito mal, quando estava despreparada...
E então com um lindo sorriso ele disse:
Ah, me chamo Ryan.
E então eu acordei sorrindo, procurando-o, mais infelizmente eu apenas sonhei com o dia que tinha o conhecido. E a onda de tristeza foi tão grande que eu não pude conter uma lágrima, então Lorenn acordou...
-Rachel?
Me contive para usar a voz mais firme que eu conseguiria...
-Sim, Lorenn?
-Você lembra que os mortos às vezes podem entrar nos sonhos, melhor dizendo nos meus sonhos?
Então, eu me levantei e fui sentar ao lado dela...
-Sim Lorenn, mais de uns anos pra cá não tinha parado?
-É mais parece que voltou ...E bem...
-O que foi ?
-Bem, não tem como não te contar, pois eu jurei...
-O que Lorenn?
-Ryan...
Ao ouvir aquele nome, o meu coração parou...
-O Meu Ryan?
Quando terminei a frase, me segurei pra não cair em lágrimas.
-É, eu não entendi direito, mas ele disse pra você parar de se culpar, foi uma escolha dele, ele prometeu te proteger e cuidar de você, e foi isso que ele fez! Ah, ele disse que no armarinho da casa dele, tem uma carta que ele estava escrevendo pra você, ele pediu também para que você prometa que não irá ficar perto de rosas e se ficar, tome cuidado pra não se cortar.Ele também disse que te ama, e que o coração dele a pertence,desde o dia que te conheceu e até mesmo depois de ter parado de bater, e que o seu coração deveria ser livre de novo, para que você possa, dançar, sorrir e cantar mal no meio da rua, e para que quando você tropece você tenha quem a segure. Pois só a sua felicidade completa o fará se sentir vivo, uma ultima vez, por mais que isso seja impossível.
-Ah Ryan, eu te amo tanto...
E então comecei a chorar histericamente e Lorenn me abraçou.
-Por que veio me buscar?
-Rachel, estamos indo para a nossa casa em Orlhean.
Orlhean, era uma cidade chata, onde eu não tinha amigos, nem tecnologia, nem nada, os únicos que ficavam felizes, naquela casa, eram os meus pais.
-Não mãe, eu não vou! Nem que eu salte do carro.
Eu peguei e destranquei a porta e a abri...
-Pode saltar, mas ai eu cancelo a dança!
Ela sabia que a coisa que eu mais amava era a dança, mas naquele momento eu estava com muita raiva dela, dela querer me levar para Orlhean, sem pedir a minha opinião, quando eu ia pular, ela aumentou demais a velocidade.
-Pensei que ia pular Rachel!
-Eu te odeio.
Então ela parou o carro, e sua expressão era de uma raiva tão intensa que qualquer coisa que eu falasse, eu achava que ela seria capaz de me matar.Então ela desceu do carro, jogou a minha mochila, onde o mordomo tinha posto as minhas coisas, na calçada, abriu a porta da onde eu estava sentada, e me puxou para a calçada, me deu um chute na perna e me jogou no chão.
-Pronto Rachel, agora pode voltar pra casa sozinha.
Minha casa estava muito longe dali, não que ela ligasse, então ela pegou o carro e foi embora.Enquanto eu ? Bem, peguei a mochila e fui andando em direção a minha casa, quinze quadras depois o joelho que ela chutou fraquejou e eu cai.E alguma coisa aconteceu com o meu pé, pois eu não conseguia mais me levantar, então eu comecei a chorar de tanta dor.E então ele veio correndo em minha direção...
-Ei, você está bem?
-Estou!
Como eu era totalmente teimosa, nem olhei para ele, e tentei levantar novamente.Infelizmente falhei de novo e cai, e ele deu uma risada e disse:
-Eu estou vendo como você está bem, agora deixa de ser teimosa e deixa eu te ajudar?!
Então ele se abaixou e colocou a minha mochila nas costas, e me pegou no colo, eu simplesmente deixei, não estava em condições de recusar ajuda, então cheguei na casa dele, era linda, tudo era muito acolhedor, então ele me deixou no sofá.
-Pode me soltar agora...
E ele me deu um sorriso muito fofo e ao mesmo tempo muito pervertido.
-Anh, desculpe...
A verdade é que eu não queria me soltar dele, pois enquanto ele me trazia, eu pude perceber o quanto ele era forte e sem contar do perfume que ele emanava, aquele cheiro me fascinava! Mas então eu o soltei.
-Vou pegar, umas coisas pra cuidar de você, fique ai, que eu já volto.
Assim que ele saiu, eu comecei a pensar: Rachel o que você está fazendo ai? Você está na casa de um estranho,o pior é que eu nem reparei como ele era .
-Voltei, e prometo que não vai doer muito, e bem... Se sentir muita dor, eu te dou a minha mão pra apertar, tá?
Ele deu outro sorriso, só que diferente de antes eu percebi como ele era lindo, o menino tinha olhos azuis, cabelos negros, mas o penteado era diferente de todos que eu já havia visto. Ele era alto,forte e pelo o que parecia ele deveria ser uns dois anos mais velho que eu, e quando ele sorria, eu não sabia por que, ,mais o meu coração disparava...
-No que está pensando?
Senti o meu rosto corar..
-Ah, e..Em..Nada!
Ele começou a rir
-Você fica muito fofa com vergonha.
Ah, esse era um outro problema, eu mentia muito mal, quando estava despreparada...
E então com um lindo sorriso ele disse:
Ah, me chamo Ryan.
E então eu acordei sorrindo, procurando-o, mais infelizmente eu apenas sonhei com o dia que tinha o conhecido. E a onda de tristeza foi tão grande que eu não pude conter uma lágrima, então Lorenn acordou...
-Rachel?
Me contive para usar a voz mais firme que eu conseguiria...
-Sim, Lorenn?
-Você lembra que os mortos às vezes podem entrar nos sonhos, melhor dizendo nos meus sonhos?
Então, eu me levantei e fui sentar ao lado dela...
-Sim Lorenn, mais de uns anos pra cá não tinha parado?
-É mais parece que voltou ...E bem...
-O que foi ?
-Bem, não tem como não te contar, pois eu jurei...
-O que Lorenn?
-Ryan...
Ao ouvir aquele nome, o meu coração parou...
-O Meu Ryan?
Quando terminei a frase, me segurei pra não cair em lágrimas.
-É, eu não entendi direito, mas ele disse pra você parar de se culpar, foi uma escolha dele, ele prometeu te proteger e cuidar de você, e foi isso que ele fez! Ah, ele disse que no armarinho da casa dele, tem uma carta que ele estava escrevendo pra você, ele pediu também para que você prometa que não irá ficar perto de rosas e se ficar, tome cuidado pra não se cortar.Ele também disse que te ama, e que o coração dele a pertence,desde o dia que te conheceu e até mesmo depois de ter parado de bater, e que o seu coração deveria ser livre de novo, para que você possa, dançar, sorrir e cantar mal no meio da rua, e para que quando você tropece você tenha quem a segure. Pois só a sua felicidade completa o fará se sentir vivo, uma ultima vez, por mais que isso seja impossível.
-Ah Ryan, eu te amo tanto...
E então comecei a chorar histericamente e Lorenn me abraçou.
Capítulo 5
De repente eu comecei a ouvir zunidos longe, e sentir uma leve brisa batendo em meu rosto como se eu estivesse andando em uma noite com bastante névoa. Os zunidos agora eram vozes descontraídas.
Então abri meus olhos, e me surpreendi ao ver que realmente estava andando. A claridade batendo nas ruas de pedra, como as ruas de antigamente, ou de cidades bem pequenas, fez meus olhos arderem. Claridade de mais sempre me incomodou.
Olhei em volta e percebi que aqueles homens do meu quarto estavam me levando a algum lugar. Perguntei o que estava acontecendo ainda meio grog de sono. Ninguém respondeu.
Eles estavam com o capuz abaixado agora, me permitindo ver seus rostos. Tinham dois muito parecidos, embora acredito que não sejam irmãos, talvez primos. Eles tem a pele moreno claro, cabelos e olhos castanho escuros. Outro era loiro de olho castanho esverdeado. Acho que era o mais novo. E um outro era negro com um olho azul e o outro estava tampado. Ele parecia ser o líder do grupo, que pelas roupas e cortes de cabelo iguais, parecia até uma ceita. Todos tinham o cabelo bem rente a cabeça, um pouco mais curto os tornaria careca. E além do comprimento ser o mesmo, tinha uma mecha de cada lado da cabeça que havia sido totalmente raspada.
Todos caminhavam sérios em minha volta. Os dois parecidos estavam um de cada lado meu, o negro indo a frente, e o loiro atrás. Como se estivessem tentando me impedir caso eu quisesse correr.
Quando me lembrei, como se fosse um filme passando em frente de meus olhos, o que eu tinha vivido na noite passada, entrei em desespero e comecei a pensar como fugir daqueles homens. Olhei em volta, pra ver se conhecia o lugar onde estávamos ou se conhecia alguém.
Foi aí que percebi.
Era tudo um sonho.
Aqueles homens no meu quarto, aquelas faces sérias. Aquela rua de pedra.
Cheguei a essa conclusão observando as pessoas.
Era como se eu estivesse em um filme de bruxaria. Todos vestiam roupas escuras, as construções pareciam ter quinhentos anos, as crianças brincavam com varinha que soltavam faíscas, e suas mães com vestidos longos diziam que elas iam acabar deixando alguém com rabo de rato ou nariz de porco.
Quando percebi que era um sonho e que todo aquele pânico não passava do reflexo de dois meses brincando de bruxa com meu irmão e do susto de ontem a noite com John no parque.
Comecei a rir e tentei correr pra ver o que aconteceria. Me deparei com uma parede invisível, tentei tocar em um dos homens que me levavam a algum lugar mas eles estavam fora da parece que me protegia. Mesmo sendo um sonho me senti claustrofóbica e comecei a gritar e bater nas paredes. Meu medo era tão real que nem parecia que eu estava em um sonho. Eles pareciam nem estar me ouvindo, pois em uma virada de olho recebi. Enquanto eu parei para entrar em desespero, eles também pararam. Me lembrei de novo que era um sonho, então deixei que eles me levassem pro tal destino misterioso.
Assim como na noite em que quis passar duas semanas dormindo, eu podia sentir algo diferente no ar, podia sentir a magia.
Quando eu já estava começando a ficar cansada, mesmo nem sabendo que isso era possível em sonhos, paramos em frente um prédio cinza, com portões grandes escrito em mármore:
"CARTÓRIO DE REGISTRO PARA NOVOS BRUXOS"
Aquela cidadezinha bruxa parecia cada vez mais encantada, e ao mesmo tempo, cada vez mais real.
Enquanto entrávamos eu me perguntava onde estavam os outros dois homens que estavam com estes no meu quarto. Não tinha como saber. Todos que, pelo visto, trabalhavam no prédio se vestiam assim.
Andamos por um grande corredor com portas em todos os lados. E fomos até o elevador, no final do corredor. Descemos cinco andares do térreo e nos deparamos com um corredor escuro e silencioso. Lá não tinham muitas portas. Era frio, e nem lâmpadas para estarem apagadas não tinha. Eu senti arrepios. Mas disse pra mim mesma:
"É só um sonho! Nada de ruim pode te acontecer Katheryne! Nada de mal vai te acontecer!"
Entramos por uma porta, que eu só soube que existia por causa do rangido que fez quando abriu. Então pude ver que haviam algumas portas em volta de nós, e que estávamos em um, praticamente hall, redondo. Havia luz saindo por baixo das portas. Fomos até uma das portas, e o homem negro bateu duas vezes de leve.
-Olá Sr. Caius. Vejo que a trouxe em segurança. - Disse um homem que saiu da sala fechando rapidamente a porta atrás dele. Ele era mais da minha altura. Muito menor que o negro. Mas mostrava que era superior e o negro, digo, Sr Caius, respeitava-o e obedecia-o. Ele tinha o mesmo corte que os outros. Seus olhos pareciam cinzas com a pouca luz que tínhamos vinda das portas ao redor.
-Ela já acordou? - Disse outro homem saindo da sala ao lado. Este era alto como Sr. Caius e tinha olhos e cabelos pretos. Sua pele era branca como se nunca tivesse visto o sol.
-Sim. - respondeu o homem do meu lado direito.
-E.. ela já percebeu? - Perguntou o homem superior.
-Não tenho certeza. Depois que ela abriu os olhos e apreciou seus guardiões, ela começou a rir e depois se debateu dentro de seu espaço até sorrir e continuar andando. - respondeu o mesmo homem do meu lado direito.
-Bom, vamos descobrir. Antes que nos olhe com o mesmo espanto que olhou em seu quarto. - comentou o homem branco.
-Você já avisou Herick? - perguntou o homem superior ao homem branco.
-Ele já a espera. - respondeu.
-Isso não é de hoje. - Disse o homem loiro e mais novo com um sorriso malicioso no rosto.
Ronny. - Disse o homem a minha esquerda, que agora parecia tão novo quanto Ronny.
-Eu nunca entendi a pressa e a ansiedade dele por ela. - Disse Ronny com o mesmo sorriso incinuoso.
-Você não tem que entender. Apenas obedecer. Este é seu trabalho. - Disse o homem superior. - Agora vamos. Ela tem que voltar antes do amanhecer lembram?
Fomos para uma sala clara. Com vários quadros de pessoas elegantes nas paredes., e um jogo lindo de sofás cor bordo. Havia também um homem de pé, olhando atentamente um dos quadros.
"Aquele deve ser Herick"
Deduzi.
Quando ouviu nossos passos, virou-se imediatamente. E quando me viu, sorriu como se me esperasse a anos.
-Katheryne! Digo, Olá senhorita Rathbone. Desculpe minha falta de respeito. - disse a mim.
-Sem problemas. Pode me chamar de Katheryne.- respondi o mais simpática possível.
-Ok, Katheryne. Como foi seu passeio? Eles foram bonzinhos com você? - Perguntou tentando me deixar á vontade.
-Enquanto eu estava de olhos abertos sim, tirando que eu não pude me deslocar mais do que dois metros a minha volta. - sorri.
-Você entenderá que é para sua segurança. Mas venha. Sente-se comigo. Vamos conversar um pouco antes de falarmos sobre o porque você está aqui. - Me convidou para seus lindos sofás. - E vocês estão dispensados rapazes. Obrigado.
-Com sua licença. - Disse Sr. Caius e se retirou, e todos os outros foram atrás dele.
-Então Katheryne, me fale, como é a casa nova? - perguntou-me quando já estávamos sentados.
-É.. bonita, e confortável. Como você.. - ele não me deixou terminar.
-Bom, já que você quer ir direto ao ponto. Vamos começar...
Então abri meus olhos, e me surpreendi ao ver que realmente estava andando. A claridade batendo nas ruas de pedra, como as ruas de antigamente, ou de cidades bem pequenas, fez meus olhos arderem. Claridade de mais sempre me incomodou.
Olhei em volta e percebi que aqueles homens do meu quarto estavam me levando a algum lugar. Perguntei o que estava acontecendo ainda meio grog de sono. Ninguém respondeu.
Eles estavam com o capuz abaixado agora, me permitindo ver seus rostos. Tinham dois muito parecidos, embora acredito que não sejam irmãos, talvez primos. Eles tem a pele moreno claro, cabelos e olhos castanho escuros. Outro era loiro de olho castanho esverdeado. Acho que era o mais novo. E um outro era negro com um olho azul e o outro estava tampado. Ele parecia ser o líder do grupo, que pelas roupas e cortes de cabelo iguais, parecia até uma ceita. Todos tinham o cabelo bem rente a cabeça, um pouco mais curto os tornaria careca. E além do comprimento ser o mesmo, tinha uma mecha de cada lado da cabeça que havia sido totalmente raspada.
Todos caminhavam sérios em minha volta. Os dois parecidos estavam um de cada lado meu, o negro indo a frente, e o loiro atrás. Como se estivessem tentando me impedir caso eu quisesse correr.
Quando me lembrei, como se fosse um filme passando em frente de meus olhos, o que eu tinha vivido na noite passada, entrei em desespero e comecei a pensar como fugir daqueles homens. Olhei em volta, pra ver se conhecia o lugar onde estávamos ou se conhecia alguém.
Foi aí que percebi.
Era tudo um sonho.
Aqueles homens no meu quarto, aquelas faces sérias. Aquela rua de pedra.
Cheguei a essa conclusão observando as pessoas.
Era como se eu estivesse em um filme de bruxaria. Todos vestiam roupas escuras, as construções pareciam ter quinhentos anos, as crianças brincavam com varinha que soltavam faíscas, e suas mães com vestidos longos diziam que elas iam acabar deixando alguém com rabo de rato ou nariz de porco.
Quando percebi que era um sonho e que todo aquele pânico não passava do reflexo de dois meses brincando de bruxa com meu irmão e do susto de ontem a noite com John no parque.
Comecei a rir e tentei correr pra ver o que aconteceria. Me deparei com uma parede invisível, tentei tocar em um dos homens que me levavam a algum lugar mas eles estavam fora da parece que me protegia. Mesmo sendo um sonho me senti claustrofóbica e comecei a gritar e bater nas paredes. Meu medo era tão real que nem parecia que eu estava em um sonho. Eles pareciam nem estar me ouvindo, pois em uma virada de olho recebi. Enquanto eu parei para entrar em desespero, eles também pararam. Me lembrei de novo que era um sonho, então deixei que eles me levassem pro tal destino misterioso.
Assim como na noite em que quis passar duas semanas dormindo, eu podia sentir algo diferente no ar, podia sentir a magia.
Quando eu já estava começando a ficar cansada, mesmo nem sabendo que isso era possível em sonhos, paramos em frente um prédio cinza, com portões grandes escrito em mármore:
"CARTÓRIO DE REGISTRO PARA NOVOS BRUXOS"
Aquela cidadezinha bruxa parecia cada vez mais encantada, e ao mesmo tempo, cada vez mais real.
Enquanto entrávamos eu me perguntava onde estavam os outros dois homens que estavam com estes no meu quarto. Não tinha como saber. Todos que, pelo visto, trabalhavam no prédio se vestiam assim.
Andamos por um grande corredor com portas em todos os lados. E fomos até o elevador, no final do corredor. Descemos cinco andares do térreo e nos deparamos com um corredor escuro e silencioso. Lá não tinham muitas portas. Era frio, e nem lâmpadas para estarem apagadas não tinha. Eu senti arrepios. Mas disse pra mim mesma:
"É só um sonho! Nada de ruim pode te acontecer Katheryne! Nada de mal vai te acontecer!"
Entramos por uma porta, que eu só soube que existia por causa do rangido que fez quando abriu. Então pude ver que haviam algumas portas em volta de nós, e que estávamos em um, praticamente hall, redondo. Havia luz saindo por baixo das portas. Fomos até uma das portas, e o homem negro bateu duas vezes de leve.
-Olá Sr. Caius. Vejo que a trouxe em segurança. - Disse um homem que saiu da sala fechando rapidamente a porta atrás dele. Ele era mais da minha altura. Muito menor que o negro. Mas mostrava que era superior e o negro, digo, Sr Caius, respeitava-o e obedecia-o. Ele tinha o mesmo corte que os outros. Seus olhos pareciam cinzas com a pouca luz que tínhamos vinda das portas ao redor.
-Ela já acordou? - Disse outro homem saindo da sala ao lado. Este era alto como Sr. Caius e tinha olhos e cabelos pretos. Sua pele era branca como se nunca tivesse visto o sol.
-Sim. - respondeu o homem do meu lado direito.
-E.. ela já percebeu? - Perguntou o homem superior.
-Não tenho certeza. Depois que ela abriu os olhos e apreciou seus guardiões, ela começou a rir e depois se debateu dentro de seu espaço até sorrir e continuar andando. - respondeu o mesmo homem do meu lado direito.
-Bom, vamos descobrir. Antes que nos olhe com o mesmo espanto que olhou em seu quarto. - comentou o homem branco.
-Você já avisou Herick? - perguntou o homem superior ao homem branco.
-Ele já a espera. - respondeu.
-Isso não é de hoje. - Disse o homem loiro e mais novo com um sorriso malicioso no rosto.
Ronny. - Disse o homem a minha esquerda, que agora parecia tão novo quanto Ronny.
-Eu nunca entendi a pressa e a ansiedade dele por ela. - Disse Ronny com o mesmo sorriso incinuoso.
-Você não tem que entender. Apenas obedecer. Este é seu trabalho. - Disse o homem superior. - Agora vamos. Ela tem que voltar antes do amanhecer lembram?
Fomos para uma sala clara. Com vários quadros de pessoas elegantes nas paredes., e um jogo lindo de sofás cor bordo. Havia também um homem de pé, olhando atentamente um dos quadros.
"Aquele deve ser Herick"
Deduzi.
Quando ouviu nossos passos, virou-se imediatamente. E quando me viu, sorriu como se me esperasse a anos.
-Katheryne! Digo, Olá senhorita Rathbone. Desculpe minha falta de respeito. - disse a mim.
-Sem problemas. Pode me chamar de Katheryne.- respondi o mais simpática possível.
-Ok, Katheryne. Como foi seu passeio? Eles foram bonzinhos com você? - Perguntou tentando me deixar á vontade.
-Enquanto eu estava de olhos abertos sim, tirando que eu não pude me deslocar mais do que dois metros a minha volta. - sorri.
-Você entenderá que é para sua segurança. Mas venha. Sente-se comigo. Vamos conversar um pouco antes de falarmos sobre o porque você está aqui. - Me convidou para seus lindos sofás. - E vocês estão dispensados rapazes. Obrigado.
-Com sua licença. - Disse Sr. Caius e se retirou, e todos os outros foram atrás dele.
-Então Katheryne, me fale, como é a casa nova? - perguntou-me quando já estávamos sentados.
-É.. bonita, e confortável. Como você.. - ele não me deixou terminar.
-Bom, já que você quer ir direto ao ponto. Vamos começar...
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Capitulo 4
Assim que saímos do parque fomos para a minha casa. É impressionante como os olhos de Lorenn brilham ao ver o meu irmão. Bem não vou negar que ele é lindo, ele é alto, magro, mas ele "tem corpo", pois joga no time da faculdade. Ele, diferente de mim, tem cabelos negros, iguais aos da minha mãe, os seus olhos são verdes, e como ele passa mais tempo no Sol,é mais moreno que eu... Perdida em meus pensamentos, Ele me puxa e antes que eu possa escapar, ele bagunça todo o meu cabelo ...
-Rachelzinha, estava te esperando, você sabe que é só nas férias que eu posso passar um bom tempo com você...
Isso era verdade, meu pai colocou na cabeça que o meu irmão tinha que assumir os negócios da família e por isso tinha que começar a trabalhar, desde que entrasse na faculdade..
-Ainh Brendon, não faz isso com o meu cabelo...
-Eu sei que lá no fundo, você gosta!
E ele tinha razão, eu gostava era bom ter a atenção de alguém naquela casa, claro que ele nunca saberá disso.
-Hm, estava com saudades Breh..
-É eu sei , eu também estava...
Nós dois falamos com um tom tão triste que a única coisa que eu consegui fazer foi abraçá-lo, e eu juro que queria passar séculos só naquele abraço.
-Ei, Rachel?
Por um momento, quis bater em Lorenn. Então eu sai dos braços do meu irmão...
-Ah, Brendon, Lorenn vai ficar aqui em casa nas férias...
-Ah, oi Lorenn.
-Oi Brendon , alguém já disse que você fica lindo com essa roupa?
Ele deu um sorriso enorme...
- Sim o Louis!
A gente riu muito, pois Louis é o novo cozinheiro gay da casa, e imaginar a cara do meu irmão ouvindo aquilo, não tem preço...
-Bem, temos que entrar, pra jantar com os nossos pais, pois Sr. Buttscrape e a Sra. Buttscrape tem uma conferência a fazer e lalalala ...
Ele falou com a vozinha igual a do mordomo, foi muito engraçado, mas eu sabia o quanto isso o magoava, assim como me magoava, era horrível pensar que os nossos pais eram ocupados demais, para os próprios filhos....
- Nossa, eu finalmente vou conhecer os seus pais? acho que nunca vi eles, eles são tão ocupados...
-É Lorenn, como são ...
-É melhor irmos...
E então entramos para o inferno da minha casa...Como sempre meus pais estavam na mesa, o mordomo estava tocando piano, enquanto Brendon, eu e Lorenn sentávamos na mesa, meu pai só olhou com desprezo antes de falar com ironia:
-Brendon , você vai assumir os negócios da família, e você nós faz a cortesia de chegar atrasado ao jantar?
-Me desculpe, perdi o tempo falando com minha irmã...
-Ah, então foi esse ser ignóbil que causou todo esse problema?
-Não pai ...
-Pai? Você ainda é muito ténue, quando eu puder sentir orgulho de você ai sim você poderá me chamar assim, agora se retire da mesa, pra aprender a ter respeito com seres superiores a você.
Eu abaixei a cabeça e fiquei quieta, eu não acreditava que ele tinha falado que eu era um ser vergonhoso, por mais que eu não quisesse, aquilo me atingia de tal maneira que eu não podia explicar, o meu pai tinha um grande poder em sua voz, e ele mudou muito desde a ultima vez que eu me lembro, ele era calmo e divertido, mais isso foi antes, dele ter trabalho demais, agora ele simplesmente parece odiar a gente, a verdade é que ele se aguenta o dia inteiro, e desconta a raiva que ele sente na gente, bem eu senti tanta raiva, dor e pena do meu irmão ao mesmo tempo que eu quase esqueci de Lorenn, quando eu olhei pra ela, ela estava assustada, e pela sua cara não acreditava no que acabará de ver. Depois do Jantar, meu pai pegou as coisas dele e foi embora pra sua conferência, minha mãe foi atrás, mas antes de sair de casa, ela me deu um abraço e sussurrou em meus ouvidos...
-Desculpe Rachel, o seu pai anda meio estressado ultimamente, ele não quis realmente te chamar daquilo e peça desculpas para o seu irmão por mim...Ah, e seja bem vinda Lorenn.
Ela deu aqueles sorrisos enormes, e saiu correndo atrás do meu pai, a verdade era que eu sempre a achei um monstro e o meu pai, bem ele era o meu herói, aquele que sempre me salvaria, bem hoje em dia a minha realidade é bem diferente, Ryan foi o meu herói, meu pai se tornou um monstro, e a minha mãe se tornou, bem alguém que pede desculpas pelo meu pai, afinal ela vive atrás dele, então ela não faz mais nada além disso. Por mais que essa seja a realidade eu realmente não consigo acreditar, pra mim, eu ainda vou acordar, meu pai vai estar sendo o anjo que ele sempre foi , a minha mãe a chata e bem o Ryan não vai estar morto. Bem se eu não tiver no que acreditar, acho que não sobrevivo...
-RAAAAAAAAAAAAAAACHEEL??
eu levei um susto muito grande com o grito do meu irmão, mas logo que eu voltei a ter noção do que estava havendo no momento, eu e Lorenn fomos correndo para o quarto dele, foi ai então que eu vi passando na televisão, era uma reportagem sobre um tal de Henry d'Picies, eu comecei a rir...
-Você realmente tem medo de alguém como ele?
-Ele matou o sócio do papai, e matou mais pessoas como nós.
-Sem contar os outros, os que não são como nós...
Lorenn completou o que meu irmão estava dizendo...
-Não acho que ele pareça perigoso, pelo menos não para mim...
-Claro que ele não é perigoso pra você Rachel, você tem um irmão que vive pra te proteger.
E então eu disse sem pensar e completamente triste :
-Não tenho tanta certeza disso...
Foi só depois de ter dito que eu percebi como as minhas palavras o machucaram de tal forma, ele sabia de toda a historia que envolvia o Ryan, e ele sempre se culpou por não estar lá e de certa forma não era exatamente culpa dele, não da forma que aconteceram as coisas, não era pra ser assim, não sei nem por que estávamos lá...
-Desculpa Brendon, não foi isso que eu queria dizer, foi culpa minha não sua do que aconteceu e eu vou tomar mais cuidado pra que eu sempre esteja perto de você, pra que você sempre possa cuidar da minha segurança...
-Não foi culpa sua, eu já disse...
-Lorenn tem razão Rachel, a culpa toda é do papai, se ele não tivesse me obrigado a trabalhar, eu estaria lá com você.. e ...
-Isso é passado Brendon, não podemos culpar o papai, a verdade é que temos que pensar no que vamos fazer agora e esquecer toda a tragédia que ocorreu.
-Mesmo ele te esnobando, você sempre o defende, eu não entendo Rachel, como você pode amá-lo tanto, mesmo depois das coisas horríveis que ele te faz, você é simplesmente o ser mais admirável que eu já conheci, e eu tenho muita sorte de ter você como irmã, se eu te perdesse, eu não sei o que eu faria... E eu não me perdoou, por isso quase ter acontecido e eu estava muito ocupado trabalhando, pra poder te ajudar..
-Irmão, eu te amo e nada vai mudar isso, então pare de se condenar, com algo que você nem teve culpa!
.-É Brendon, a culpa não foi sua. Mas em Rachel, podemos ir dormir? Já estou cansada...
-Ah, Claro Lorenn...
A verdade, é que toda aquela historia e aquelas lembranças, só me deixaram mais cansada ainda, então demos um abraço de boa noite no meu irmão, subimos para o meu quarto, nos trocamos e antes de adormecer completamente, eu cruzei os dedos e fiz um desejo: Que tudo voltasse a ser como era antes.. Então, eu adormeci.
-Rachelzinha, estava te esperando, você sabe que é só nas férias que eu posso passar um bom tempo com você...
Isso era verdade, meu pai colocou na cabeça que o meu irmão tinha que assumir os negócios da família e por isso tinha que começar a trabalhar, desde que entrasse na faculdade..
-Ainh Brendon, não faz isso com o meu cabelo...
-Eu sei que lá no fundo, você gosta!
E ele tinha razão, eu gostava era bom ter a atenção de alguém naquela casa, claro que ele nunca saberá disso.
-Hm, estava com saudades Breh..
-É eu sei , eu também estava...
Nós dois falamos com um tom tão triste que a única coisa que eu consegui fazer foi abraçá-lo, e eu juro que queria passar séculos só naquele abraço.
-Ei, Rachel?
Por um momento, quis bater em Lorenn. Então eu sai dos braços do meu irmão...
-Ah, Brendon, Lorenn vai ficar aqui em casa nas férias...
-Ah, oi Lorenn.
-Oi Brendon , alguém já disse que você fica lindo com essa roupa?
Ele deu um sorriso enorme...
- Sim o Louis!
A gente riu muito, pois Louis é o novo cozinheiro gay da casa, e imaginar a cara do meu irmão ouvindo aquilo, não tem preço...
-Bem, temos que entrar, pra jantar com os nossos pais, pois Sr. Buttscrape e a Sra. Buttscrape tem uma conferência a fazer e lalalala ...
Ele falou com a vozinha igual a do mordomo, foi muito engraçado, mas eu sabia o quanto isso o magoava, assim como me magoava, era horrível pensar que os nossos pais eram ocupados demais, para os próprios filhos....
- Nossa, eu finalmente vou conhecer os seus pais? acho que nunca vi eles, eles são tão ocupados...
-É Lorenn, como são ...
-É melhor irmos...
E então entramos para o inferno da minha casa...Como sempre meus pais estavam na mesa, o mordomo estava tocando piano, enquanto Brendon, eu e Lorenn sentávamos na mesa, meu pai só olhou com desprezo antes de falar com ironia:
-Brendon , você vai assumir os negócios da família, e você nós faz a cortesia de chegar atrasado ao jantar?
-Me desculpe, perdi o tempo falando com minha irmã...
-Ah, então foi esse ser ignóbil que causou todo esse problema?
-Não pai ...
-Pai? Você ainda é muito ténue, quando eu puder sentir orgulho de você ai sim você poderá me chamar assim, agora se retire da mesa, pra aprender a ter respeito com seres superiores a você.
Eu abaixei a cabeça e fiquei quieta, eu não acreditava que ele tinha falado que eu era um ser vergonhoso, por mais que eu não quisesse, aquilo me atingia de tal maneira que eu não podia explicar, o meu pai tinha um grande poder em sua voz, e ele mudou muito desde a ultima vez que eu me lembro, ele era calmo e divertido, mais isso foi antes, dele ter trabalho demais, agora ele simplesmente parece odiar a gente, a verdade é que ele se aguenta o dia inteiro, e desconta a raiva que ele sente na gente, bem eu senti tanta raiva, dor e pena do meu irmão ao mesmo tempo que eu quase esqueci de Lorenn, quando eu olhei pra ela, ela estava assustada, e pela sua cara não acreditava no que acabará de ver. Depois do Jantar, meu pai pegou as coisas dele e foi embora pra sua conferência, minha mãe foi atrás, mas antes de sair de casa, ela me deu um abraço e sussurrou em meus ouvidos...
-Desculpe Rachel, o seu pai anda meio estressado ultimamente, ele não quis realmente te chamar daquilo e peça desculpas para o seu irmão por mim...Ah, e seja bem vinda Lorenn.
Ela deu aqueles sorrisos enormes, e saiu correndo atrás do meu pai, a verdade era que eu sempre a achei um monstro e o meu pai, bem ele era o meu herói, aquele que sempre me salvaria, bem hoje em dia a minha realidade é bem diferente, Ryan foi o meu herói, meu pai se tornou um monstro, e a minha mãe se tornou, bem alguém que pede desculpas pelo meu pai, afinal ela vive atrás dele, então ela não faz mais nada além disso. Por mais que essa seja a realidade eu realmente não consigo acreditar, pra mim, eu ainda vou acordar, meu pai vai estar sendo o anjo que ele sempre foi , a minha mãe a chata e bem o Ryan não vai estar morto. Bem se eu não tiver no que acreditar, acho que não sobrevivo...
-RAAAAAAAAAAAAAAACHEEL??
eu levei um susto muito grande com o grito do meu irmão, mas logo que eu voltei a ter noção do que estava havendo no momento, eu e Lorenn fomos correndo para o quarto dele, foi ai então que eu vi passando na televisão, era uma reportagem sobre um tal de Henry d'Picies, eu comecei a rir...
-Você realmente tem medo de alguém como ele?
-Ele matou o sócio do papai, e matou mais pessoas como nós.
-Sem contar os outros, os que não são como nós...
Lorenn completou o que meu irmão estava dizendo...
-Não acho que ele pareça perigoso, pelo menos não para mim...
-Claro que ele não é perigoso pra você Rachel, você tem um irmão que vive pra te proteger.
E então eu disse sem pensar e completamente triste :
-Não tenho tanta certeza disso...
Foi só depois de ter dito que eu percebi como as minhas palavras o machucaram de tal forma, ele sabia de toda a historia que envolvia o Ryan, e ele sempre se culpou por não estar lá e de certa forma não era exatamente culpa dele, não da forma que aconteceram as coisas, não era pra ser assim, não sei nem por que estávamos lá...
-Desculpa Brendon, não foi isso que eu queria dizer, foi culpa minha não sua do que aconteceu e eu vou tomar mais cuidado pra que eu sempre esteja perto de você, pra que você sempre possa cuidar da minha segurança...
-Não foi culpa sua, eu já disse...
-Lorenn tem razão Rachel, a culpa toda é do papai, se ele não tivesse me obrigado a trabalhar, eu estaria lá com você.. e ...
-Isso é passado Brendon, não podemos culpar o papai, a verdade é que temos que pensar no que vamos fazer agora e esquecer toda a tragédia que ocorreu.
-Mesmo ele te esnobando, você sempre o defende, eu não entendo Rachel, como você pode amá-lo tanto, mesmo depois das coisas horríveis que ele te faz, você é simplesmente o ser mais admirável que eu já conheci, e eu tenho muita sorte de ter você como irmã, se eu te perdesse, eu não sei o que eu faria... E eu não me perdoou, por isso quase ter acontecido e eu estava muito ocupado trabalhando, pra poder te ajudar..
-Irmão, eu te amo e nada vai mudar isso, então pare de se condenar, com algo que você nem teve culpa!
.-É Brendon, a culpa não foi sua. Mas em Rachel, podemos ir dormir? Já estou cansada...
-Ah, Claro Lorenn...
A verdade, é que toda aquela historia e aquelas lembranças, só me deixaram mais cansada ainda, então demos um abraço de boa noite no meu irmão, subimos para o meu quarto, nos trocamos e antes de adormecer completamente, eu cruzei os dedos e fiz um desejo: Que tudo voltasse a ser como era antes.. Então, eu adormeci.
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